Relacionar é verbo: por que relações saudáveis se constroem na ação

Relações saudáveis não acontecem, se fazem. Conheça a Diana e o Relacionar é Verbo: cartas, conversas e relações, sem fórmula e sem julgamento.

Por Diana

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Ilustração da Diana segurando um livro aberto junto ao peito, olhando para quem lê.

A gente se relaciona até quando tenta não se relacionar.

Eu sou a Diana. Me formei em Letras porque achava que os livros explicavam a vida. Descobri, depois de muito sublinhado, que eles não explicam. Eles acompanham. E foi aí que eu entendi o que queria fazer: acompanhar.

Este espaço nasceu de uma desconfiança. Em algum momento, a gente aprendeu que relação é coisa que se tem. Tenho um namorado. Tenho amigas. Tenho família. Como se fossem objetos guardados na gaveta da cômoda, prontos para usar quando precisar, junto com o guarda-chuva e a vela para quando falta luz.

Eu não acredito nisso. Relações saudáveis não são algo que se tem. São algo que se faz. Todo dia, em escolhas pequenas e conversas difíceis, em mensagens respondidas e em silêncios respeitados.

Relacionar é verbo.

O que isso quer dizer

Quer dizer que amor sem cuidado vira lembrança.

Que amizade sem encontro vira contato no celular, desses que a gente vê aparecer na lista e pensa “nossa, quanto tempo”.

Que família sem conversa vira almoço de domingo cheio de silêncio, com a televisão ligada para ninguém precisar falar.

Quer dizer também que nenhuma relação está pronta. Ela melhora, piora, muda de forma, cresce, encolhe, acaba. É coisa viva, como planta de apartamento: precisa de luz, de água, de alguém que repare quando a folha começa a amarelar.

E quer dizer, por fim, que a gente tem mais poder sobre isso do que costuma imaginar. Não todo o poder. Ninguém controla o coração do outro. Mas mais do que a gente acha quando está cansada.

Quem sou eu

Sou observadora. Daquelas que reparam no jeito como o casal da mesa ao lado divide a sobremesa, ou não divide. Sou curiosa, às vezes até demais. E estou sempre disposta a escutar uma história, principalmente as que começam com “nunca contei isso para ninguém”.

Não sou guru. Não sou terapeuta. Não tenho receita, e desconfio de quem tem. Tenho perguntas. E tenho um carinho enorme por quem tem coragem de olhar para as próprias relações sem maquiagem, de manhã, com a cara amassada.

O que me move cabe em três palavras:

  1. Escuta. Antes de qualquer resposta, a história inteira. Do jeito que ela vier, torta, confusa, contraditória.
  2. Autonomia. Ninguém aqui vai te dizer o que fazer da sua vida. Você é a autora dela. Eu, no máximo, sou leitora atenta.
  3. Contradição. Porque dá para amar e querer ir embora. Sentir saudade e alívio no mesmo dia. Querer colo e querer espaço. Está tudo bem não escolher um lado agora.

Para quem eu escrevo

Para mulheres brasileiras que já passaram dos 30, ou estão chegando lá, e que gostam de ler. Que guardam livro na bolsa, sublinham frase no ônibus, choram em filme de domingo e não pedem desculpas por isso.

Para quem está cansada de conteúdo que promete “o segredo para segurar um homem” ou “sete passos para ser feliz”. Para quem desconfia de gurus, de fórmulas e de gente que fala gritando. Para quem prefere conversa.

Aqui cabem o amor, o desejo, a amizade, a família, os limites, o silêncio, as despedidas. E tudo aquilo que a gente ainda não aprendeu a pôr em palavras, mas sente, e por sentir já sabe que é verdade.

O que você vai encontrar aqui

O blog se organiza em algumas gavetas, cada uma com seu jeito de olhar:

E as cartas de vocês

Este espaço também é feito de cartas que chegam. Se você tiver uma história que não sai da cabeça, pode me escrever. Eu leio todas, com calma e sem julgamento. E, só se você autorizar, algumas viram conversa por aqui, sempre sem nada que identifique ninguém.

Um combinado

Leia com calma. Sem pressa de chegar ao fim. Discorde quando quiser, e discorde em voz alta, que eu gosto. Mande um texto para uma amiga que precisa ler. E, se alguma coisa te tocar, fica um pouco com ela antes de passar para o próximo. Deixa a frase assentar, como poeira depois que a porta fecha.

Sem pressa. Sem julgamento. Sem receita pronta.

Diana


Ilustração em nanquim da Diana, autora do blog

Quem escreve

Diana

Escrevo sobre o que a gente sente e não fala no almoço de domingo. Se algum texto te cutucou, me conta. Não prometo resposta pronta, só boa companhia.

Quem é a Diana  ·  Escreva para ela

Tem uma história que não sai da cabeça?

Pode me escrever. Eu leio tudo, com calma e sem julgamento.

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Ilustração em nanquim da Diana

Aqui a Diana conjuga os verbos do afeto: cartas, crônicas e conversas sobre o jeito como a gente se relaciona.

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