O silêncio do elevador

Toda manhã eles entravam no elevador no mesmo andar.

Um acenava com a cabeça. O outro respondia com um sorriso curto.

Nunca passaram disso.

Quando um deles deixou o prédio, ninguém percebeu no primeiro dia. Nem no segundo.

Foi apenas na semana seguinte, diante daquele espaço vazio entre o espelho e a porta, que o outro entendeu como a rotina também cria afetos silenciosos.

Nem toda relação precisa de grandes histórias.

Algumas existem apenas na repetição de pequenos encontros.

E, ainda assim, fazem falta.


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Foto de Diana

Diana

Codinome de guerreira, dilemas de mulher intensa.

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