Pessoas também mudam de estação

O casaco continuava pendurado atrás da porta mesmo quando o frio já tinha ido embora.

Era curioso como a casa demorava mais para entender as mudanças do que o calendário.

Durante meses ela insistiu em preparar duas canecas de café. Não por esperança, mas por hábito. Os hábitos são lentos. Quase teimosos.

Foi guardando pequenos objetos, reorganizando móveis e mudando caminhos dentro de casa que percebeu uma verdade discreta: ninguém permanece igual o tempo inteiro.

As árvores não pedem desculpas por perder as folhas.

Talvez as pessoas também não devessem.


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Foto de Diana

Diana

Codinome de guerreira, dilemas de mulher intensa.

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